Roraima produziu 15 mil toneladas de tambaqui em 2020

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Produção de tambaqui em Roraima. Foto: ADERR

A produção de tambaqui em Roraima alcançou 15 mil toneladas em 2020. Dessas, 11 mil toneladas foram exportadas para o Amazonas, e o restante comercializado no mercado local. Foram movimentados, entre alevinos e peixes adultos, mais de 9 milhões do pescado.

A Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr) tem um programa específico dedicado à sanidade de animais aquáticos, que tem como objetivo a prevenção, controle e erradicação de doenças no sistema de produção neste setor.

O cadastramento de piscicultores, controle de trânsito e de matéria prima, estudos epidemiológicos por meio de coleta da água dos tanques e de peixes para diagnóstico laboratorial são de responsabilidade do Programa Estadual de Sanidade dos Animais Aquáticos, além disto, faz capacitação de técnicos em sanidade de pescados e educação sanitária.

“Roraima é hoje um dos maiores produtores de tambaqui do Brasil. Nosso Estado tem uma cadeia produtiva do pescado desenvolvida, produzindo anualmente grandes quantidades. Somos exemplo para os demais Estados, ” destacou o governador Antonio Denarium.

A Importância da Certificação Sanitária

O chefe do Programa Estadual de Sanidade de Pescados da Aderr,o médico veterinário Sylvio Botelho, alerta aos piscicultores para adquirir somente alevinos com certificação sanitária.

Segundo ele, em Roraima a piscicultura enfrenta uma doença causada por um parasita, que não atinge os humanos, só os peixes. “É o acantocéfalo. Ele tem uma cabeça munida de espinhos, que serve para fixar o parasita ao intestino do hospedeiro”, disse Botelho.

Ele também ressaltou que em caso de mortalidade, peixes que não se alimentam, e abrem e fecham a boca na superfície, estão com o parasita. O produtor deve procurar imediatamente a Unidade De Defesa Agropecuária mais próxima para registrar a ocorrência.

Conforme a cartilha da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) sobre criação de tambaqui (Colossoma macropomum) é a espécie de peixe nativo mais produzida no Brasil. Sua rusticidade favorece a criação tanto em sistemas semi-intensivos (barragens, viveiros e tanques), quanto em sistemas intensivos (viveiros e tanques com aeração mecânica, tanques-rede, etc.). Para o sucesso da criação desta espécie, é fundamental atentar para vários aspectos relacionados ao manejo, sobretudo o alimentar.

Como o tambaqui é criado em diversos sistemas (de extensivos a intensivos), a duração do ciclo depende de vários fatores, como densidade de estocagem; qualidade e tipo de alimento fornecido (natural ou artificial, ração comercial ou artesanalmente processada); manejo alimentar adotado (quantidade de ração, frequência alimentar), qualidade da água, entre outros. Desta forma, o ciclo pode durar de 8 a 12 meses, para despescar tambaquis de 1,0 kg a 2,0 kg, e de 12 a 18 meses, para despescar tambaquis com mais de 2,0 kg.

Luiz Valério

Jornalista, escritor, blogueiro e podcaster. Especialista em Comunicação Social e Novas Tecnologias. Profissional de Marketing Digital. Fundador e Editor-chefe do Jornal Roraisul. (Uma ousadia e aventura inesquecível com meu sempre amigo Osmar Morais).

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