Medos e esperanças foram inspirações para livro ‘Incertezas no meio do mundo’ de Edgar Borges

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Esta é a primeira obra solo do escritor, que já tem o nome em outros dois livros: Sem Grandes Delongas e Roraima Blues, que são contos de microcontos. Foto: arquivo pessoal

Temas sobre medos e esperanças relacionados a diferentes temáticas como migração, relacionamentos e até guerras serviram de inspiração para o escritor e jornalista Edgar Borges produzir o livro de poemas “Incertezas no meio do mundo”, lançado no início do mês de outubro.

Este é o primeiro trabalho solo dele, que já tem o nome em outros dois livros: Sem Grandes Delongas e Roraima Blues que são livros de contos de microcontos.

“Esse livro foi escrito há mais ou menos oito anos. Eu lembro que ia para um apartamento que tinha e ficava escrevendo em meio a escuridão. Escrevia à mão mesmo, passando rascunho a limpo, fazia outras versões”, relembrou Edgar sobre o processo de criação.

Com poucas semanas no mercado, ele conta que teve feedback bastante positivo, o que o deixou bastante feliz com o retorno dos leitores.

“Teve gente que compartilhou poemas nas redes sociais, outras relataram terem ficado bem emocionadas, etc.”, diz.

Como adquirir a obra

Basta entrar em contato com o Edgar pelo número 095991114001 e combinar a venda. A entrega é grátis em Boa Vista e ele também faz envio para outros municípios do estado.

Leia alguns dos poemas

Museu em reformas

Coleciono coisas inúteis:

Máquinas com fotos de pessoas que não quero conhecer

Livros com poemas carregados de tristeza e arrogância

Que não me levam à cama nem me engolem na sobremesa

(…)

Sadismo metafórico

Queima, sangra, rasga

Incomodando o fim da tarde

Morde, corta, arranca

Fazendo do todo somente partes

Marca, tatua, sinaliza

Gritando por onde passou

(…)

Como o cheiro do suor ao meio-dia

De todas as mentiras

Naquela tarde escorridas

A terceira é a mais atrativa:

É nela que repousam a fé e

As dores mais antigas, mais coloridas

(…)

Numa semana qualquer

Normalidade são velhos ipês roxeando ao

Calor de fevereiro

E cada poça de suas flores nas ruas

Parecendo um caneco de arco-íris

(…)

Canto de raiva

Se você soubesse a raiva que tenho

A raiva que te tenho cada vez que te tenho

E mais ainda cada vez que você vai

E não sei se já estou aqui ou ainda venho

Por: Bruna Cássia

Luiz Valério

Jornalista, escritor, blogueiro e podcaster. Especialista em Comunicação Social e Novas Tecnologias. Profissional de Marketing Digital. Fundador e Editor-chefe do Jornal Roraisul. (Uma ousadia e aventura inesquecível com meu sempre amigo Osmar Morais).

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