Ex-vereador Wagner Feitosa é condenado a 11 anos e 4 meses de prisão

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O ex-vereador Wagner Feitosa foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão

 

Quatro meses depois de naufragar nas urnas, no pleito de 2020, o ex-vereador Wagner Feitosa (Solidariedade) foi condenado a 11 anos e quatro meses de prisão pela juíza Daniela Schirato, da Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas de Boa Vista. Feitosa é acusado de obrigar servidores do seu gabinete a devolverem parte ou o valor integral do salário, no crime popularmente chamado de “rachadinha”. O ex-parlamentar também foi condenado por corrupção ativa.

A data da condenação é do dia 25 de fevereiro e deve ser cumprida, de início, em regime fechado. Em sua decisão, Schirato escreveu que “o réu [Wagner Feitosa] é passível de culpabilidade extrema, além dos motivos, circunstâncias e consequências do crime serem consideradas graves, no caso concreto”.

Em março de de 2018, Wagner Feitosa e mais dois servidores do seu gabinete parlamentar foram alvos da “Operação Soturno”, ação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. Na ocasião o Gaeco investigava o desvio de dinheiro público na Câmara Municipal de Boa Vista. Feitosa chegou a ser preso à época.

Na condenação, a juíza afirma que o crime cometido por Feitosa durante seu mandato é perturbador e “revela desprezo pelas instituições públicas, bem como pelos cidadãos de bem que o elegeram, além daqueles de quem exigia vantagem indevida”.

Ela também destaca o sofrimento imposto aos servidores que ficaram se salários meses seguidos. “As vítimas passaram por momentos de profunda angústia e tiveram suas vidas alteradas pela necessidade sofrida em virtude de não disporem, por alguns meses, de uma parte ou do total de seus salários para a satisfação de suas necessidades básicas, vivenciando momentos de carência”, diz um trecho da decisão.

À época, o Gaeco chegou a acusar Feitosa de ter ligação com uma organização criminosa. No entanto, isso não foi comprovado durante o processo, conforme a decisão da magistrada. No pleito do ano passado Feitosa concorreu e obteve um total de 1.245 votos, mas não conseguiu se reeleger.

Dois ex-servidores envolvidos no esquema também foram condenados pela juíza Daniela Schirato. O ex-chefe de gabinete foi condenado a seis anos, 11 onze meses e 10 dias, em regime semiaberto. Já o ex-assessor, à pena de nove anos, quatro meses e 20 dias em regime fechado.

Entenda o caso

No mês de abril de 2017, um ex-servidor comissionado da Câmara de Vereadores decidiu denunciar espontaneamente o esquema, o que levou o Ministério Público de Roraima a dar início às investigações. O denunciante informou, de forma detalhada, vários ilícitos cometidos para beneficiar o então vereador.

Quando da deflagração da Operação Soturno, Wagner Feitosa acabou sendo preso sob a acusação de usar um membro de facção criminosa para ameaçar os servidores de seu próprio gabinete. O Gaeco sustentou que a intimidação tinha como objetivo obrigar os servidores comissionados a devolverem os salários que recebiam.

Depois de ser preso, Wagner Feitosa acabou sendo afastado do cargo pela Câmara de Boa Vista. Ao ser posto em liberdade, em junho de 2019, ele reassumiu a cadeira de vereador.

A reportagem ligou para o advogado Pedro Xavier Coelho Sobrinho, que faz a defesa de Feitosa, mas ele não atendeu a ligação.

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Luiz Valério

Jornalista, escritor, blogueiro e podcaster. Especialista em Comunicação Social e Novas Tecnologias. Profissional de Marketing Digital. Fundador e Editor-chefe do Jornal Roraisul. (Uma ousadia e aventura inesquecível com meu sempre amigo Osmar Morais).

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