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Garimpos ilegais montados na Terra Indígena Yanomami poluem os rios Branco e Mucajaí com mercúrio

DENÚNCIA – Garimpos ilegais poluem água dos rios Uiraricoera e Mucajaí com mercúrio

O comprometimento da água dos rios Uiraricoera e Mucajaí por garimpos ilegais, em Roraima, voltou a ser tema de denúncias, a partir de postagens de internautas nas redes sociais e grupos de WhatsApp.

O Rio Uiraricoera é um dos formadores dos Rio Branco, que abastece a cidade de Boa Vista, capital do estado, e todas as demais cidades que ficam ao longo do seu curso.

Já o Rio Mucajaí, que é um dos principais afluentes do Rio Branco pela margem direita, abastece a cidade mesmo nome, Mucajaí, localizada a aproximadamente de 60 km de Boa Vista. Conforme as denúncias que já vêm de algum tempo, a poluição dos rios com mercúrio é provocada pela atividade de garimpagem ilegal.

Pescadores de Roraima têm alertado para o fato de que a poluição por desses rios por mercúrio, envenena esses ecossistemas aquáticos, matando os peixes e tudo mais que neles habita. Isso, sem falar na destruição da fauna e flora das suas margens.

A maior parte dos garimpos ilegais fica dentro da Terra Indígena Yanomami e mesmo com a repressão do Exército eles continuam proliferando. O diretor-presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ionilson Sampaio, diz que quanto a garimpagem ilegal, a competência da fiscalização é do Ibama e dos demais órgãos federais.

Segundo ele, a Femarh faz o monitoramento da qualidade da água numa parceria com a Companhia de Águas de Esgotos de Roraima (CAER) e a Agência Nacional de Águas (ANA). Sampaio afirma que nas medições feitas até agora, não foi detectado mercúrio nem nenhum outro tipo de metal pesado capaz de comprometer a qualidade da água potável que abastece Boa Vista.

O biólogo Leônidas Filho, do quadro de servidores da CAER, reconhece que é perceptível a mudança na coloração da água do Rio Branco, mas afirma que o fenômeno não está necessariamente ligado à ação dos garimpos ilegais.

Reafirmando o que disse o diretor da Femarh, Leônidas assegura que apesar de coloração da água do Rio Branco apresentar alterações, não há comprometimento do seu PH  e na sua oxigenação. O técnico diz que o monitoramento da qualidade da água do rio é feito semanalmente. Ele assinala que a mudança na coloração da água do Rio Branco muda todos os anos, pelo menos duas vezes ao ano.

Leônidas Filho diz que a CAER contrata periodicamente um laboratório externo para medir a presença de metais pesados na água do Rio Branco, estudo que foi feito na semana passada, e que dentro de alguns dias sairá o resultado, que vai apontar se há ou não a presença de mercúrio em alto grau no manancial. Os dados, segundo ele, serão amplamente divulgados para sanar qualquer dúvida.

“Quanto ao mercúrio, é uma coisa que nós não podemos supor que eles está chegando aqui ou que ele está ali ou acolá. Todo mundo sabe que o garimpo utiliza o mercúrio para separar o ouro das impurezas. Mas o grau dele na água nós só poderemos afirmar quando chegar o resultado da análise”, frisa.

A reportagem procurou, por email, a Superintendência do Ibama em Boa Vista para tratar sobre o assunto, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. O único telefone disponível do órgão dá sempre a mensagem e que não está apto a receber ligações.

Ouça o que disse os entrevistados:

Leônidas Filho, biólogo da CAER

Ionilson Sampaio, diretor-presidente da Femarh

 

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Luiz Valério

Jornalista, escritor, blogueiro e podcaster. Especialista em Comunicação Social e Novas Tecnologias. Profissional de Marketing Digital. Fundador e Editor-chefe do Jornal Roraisul. (Uma ousadia e aventura inesquecível com meu sempre amigo Osmar Morais).

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