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As chuvas têm causado transtornos nos municípios interioranos

Chuvas intensas atingem marca histórica e Governo envia equipes para áreas alagadas

Os dados do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), apontam que este foi o maior volume de chuva já registrado para um mês de abril desde 1980, quando o Estado registrou 456 mm.

O resultado, na maioria das vezes, é o transbordamento dos rios que compõem a bacia hidrográfica do Rio Branco, em função também do represamento de água nos rios do Amazonas, que sofrem com cheias históricas nesse período do ano.

No Sul de Roraima, o Governo do Estado enviou uma equipe composta por dois bombeiros militares do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima e um engenheiro da Secretaria de Infraestrutura para realizar vistorias nas BRs 174, 210 e 432. A equipe foi reforçada com um engenheiro do Departamento Nacional de Trânsito, um militar do 6º Batalhão de Engenharia de Construção e dois integrantes da Polícia Rodoviária Federal.

A equipe está no trecho entre o 500 e o município de Rorainópolis, onde uma parte da BR-174 cedeu devido às cheias do Rio Anauá.

Os engenheiros do Dnit, da Seinf e o representante do 6º BEC estão analisando a melhor forma de realizar manutenções paliativas na via. A PRF acompanha as vistorias para verificar a necessidade de interdição.

Mas, até o presente momento, não foi verificada a necessidade de interdição de nenhum trecho. A orientação é não realizar travessias caso seja verificada a existência de água ou crateras sobre a pista.

“Estou reunindo diariamente com a equipe da Defesa Civil, pedindo atualizações em tempo real de tudo que acontece no Estado por conta de um dos piores invernos da história. Sei que não podemos brigar com os eventos da natureza, mas como governador, farei todo o possível para minimizar os impactos deste momento”, disse o governador Antonio Denarium.

O meteorologista da Femarh (Fundação Estadual de Recursos Hídricos), Ramon Alves, explica que as chuvas seguem com comportamento intenso neste período de inverno, potencializada pelos fenômenos La Ninã e Aquecimento do Atlântico.

“Eles são dois potenciais influenciadores para o nosso principal regime de chuvas, que é a ZCIT [Zona de Convergência Intertropical]. Esse regime tem um pico, ou seja, uma quantidade de chuvas maior, que se concentra nos meses de junho e julho, porém estes fenômenos têm atuado e contribuído para o aumento dessas chuvas desde o começo de 2021”, frisou.

Ramon chama atenção para os meses mais chuvosos, que são eles: maio, junho, julho e agosto. “Em algumas áreas do estado teremos chuvas dentro da normalidade e outras áreas acima da normal climatológica. Lembrando que chuvas dentro da normalidade no período de inverno são muita chuva, então, isso significa dizer, que nós temos pela frente alguns meses de muita água”, alertou o meteorologista.

Estradas e rodovias no Interior do estado são tomadas pela água dos rios

 

Chuvas causam transtornos no Interior

Devido às fortes chuvas registradas esta semana, o Rio Anauá, situado no sul do Estado de Roraima, transbordou causando transtornos na passagem de veículos em trechos da BR-174 e da BR-210.

Na noite de quarta-feira, dia 19, o tráfego de veículos no local precisou ser interrompido, em razão do nível do rio ter subido muito, chegando a passar quase um metro sobre a rodovia.

O coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Cleudiomar Ferreira, informou que na manhã de quinta-feira (20), em vistoria realizada pelos bombeiros foi verificado que o nível do rio já havia baixado, sendo possível o tráfego de veículos com a devida cautela.

“O Governo do Estado, através da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, enviou equipe para dar todo o suporte necessário, bem como acompanhar o monitoramento da situação para que em caso de qualquer alteração nas condições da rodovia, sejam adotadas medidas preventivas”, disse.

Também foi enviada equipe da Secretaria de Infraestrutura até o local para verificar a necessidade de reparos na parte estrutural, de forma a garantir maior segurança.

Outra região que também sofreu inundação recentemente, foi a RR-207, que dá acesso a Vila Taboca, no município de Cantá, após cheia do Rio Quitauau.

“Nossa equipe está no local há mais de quatro dias, auxiliando a população e fazendo o trabalho de baldeação, tendo em vista que o trecho ficou bastante comprometido, impossibilitando a passagem de veículos de pequeno porte. Reforço ainda, que nós estaremos sempre à disposição e presentes nas regiões que estejam em situação de risco, para oferecer suporte e segurança a todos”, garantiu o coronel Cleudiomar.

Situação na Capital

As cheias dos rios e igarapés podem até não atingirem, neste primeiro momento, a capital Boa Vista. Mas, devido à falta de drenagem por parte da prefeitura municipal, muitas ruas nos bairros mais afastados do Centro estão quase que intrafegáveis.

Com as fortes chuvas e sem o escoamento devido da água, as ruas criam bolsões, o que dificulta o tráfego de veículos e a população ainda é prejudicada com a quantidade de buracos nas vias, que causam acidentes.

Por falta de drenagem por parte da prefeitura municipal, muitas ruas nos bairros mais afastados do Centro estão quase que intrafegáveis

Luiz Valério

Jornalista, escritor, blogueiro e podcaster. Especialista em Comunicação Social e Novas Tecnologias. Profissional de Marketing Digital. Fundador e Editor-chefe do Jornal Roraisul. (Uma ousadia e aventura inesquecível com meu sempre amigo Osmar Morais).

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