BALIZA – Agroindústria gera emprego e desenvolvimento na região Sul

You are currently viewing BALIZA – Agroindústria gera emprego e desenvolvimento na região Sul
Geração de emprego e renda na região Sul

A Brasil Biofuels – BBF, iniciou o cultivo de palma de dendê em 2008 e hoje dispõe de 5,4 mil hectares de cultivo próprio em São João da Baliza (RR).  A escolha dessa matéria-prima para produção de biocombustível apoia-se na vantagens da oleaginosa apresentar uma das maiores taxas de produtividade do mundo.

A BBF, é o maior produtor de óleo de palma da América Latina e tem planos de expansão do cultivo da palma nos estados de Roraima e Pará, investindo no cultivo sustentável e fortalecendo a agricultura familiar.

Milton Steagall, CEO, da BBF, acredita que “a vocação do Brasil é o combustível verde e não os carros elétricos”. O Brasil está estrategicamente posicionado para suprir o crescimento da demanda global de palma. A oferta de terras no país é suficiente para triplicar a atual produção global sem derrubar uma árvore nativa.

O dendê pode ser um importante aliado na redução das emissões de carbono e na geração empregos no campo, já que o plantio e a colheita não podem ser mecanizados, que faz gera um número elevado de postos de trabalho de mão de obra local.

Na agroindústria da BBF em São João da Baliza, atualmente são ofertados 450 postos de trabalho direto. A mão de obra é em grande parte local.

O projeto de plantio do dendê proíbe ainda a derrubada de floresta nativa para produção de palma, estabelece regras claras para expansão do cultivo e define essas áreas para o plantio.

O óleo de palma além do biodiesel, também está presente nas indústrias química e alimentícia.

“A produção da palma é viável em grande parte da região Norte do País, onde as condições climáticas são favoráveis. O plantio apresenta alta taxa de sequestro de carbono e longa vida útil. O Zoneamento Agroecológico do Dendezeiro para as Áreas Desmatadas da Amazônia Legal (ZAE-Dendê), aprovado pelo Decreto nº 7.172, de 7 de maio de 2010, forneceu as bases para a elaboração do Programa de Produção Sustentável da Palma de Óleo – uma alternativa de recomposição de áreas degradadas na Amazônia”, destaca o plano estratégico da BBF.

Em São João da Baliza a empresa tem um projeto verticalizado que inclui o plantio da palma, a usina de beneficiamento do óleo e a usina termelétrica para geração de energia. Até meados de 2022, a empresa tem uma área cultivada de 5,4 nil hectares e a agroindústria tem capacidade para processamento de 15 toneladas por hora de palma.

 

Termoeléctrica vai gerar 17,6 megawatts  

A Brasil BioFuels (BBF) e a Nova Engevix formaram uma parceria para a concluir a construção de uma termelétrica de 17,6 megawatts para gerar energia com fontes renováveis em São João da Baliza, com a utilização de matérias-primas disponíveis na região, em dois processos diferentes: a partir do óleo vegetal de dendê e da biomassa.

A obra já foi iniciada em janeiro de 2020 e contará agora com a expertise da construtora para o desenvolvimento da segunda etapa, correspondente à geração de energia com óleo vegetal da palma.

Ambas as empresas apostam no investimento também como forma de contribuir com a melhoria da matriz energética de Roraima e com a redução nas contas de luz.

A palma é plantada pela BBF em mais de 5,4 mil hectares na própria cidade, seguindo o Programa Federal de Produção Sustentável de Óleo de Palma (PSOP), criado em 2010 pelo Ministério da Agricultura para promover o reflorestamento e garantir o cultivo apenas em áreas que se encontravam desmatadas antes de 2007.

A Brasil BioFuels, é uma empresa 100% nacional, que atua na região Norte do País desde 2008 investindo num modelo integrado: do cultivo sustentável de palma são colhidas as frutas, cujo beneficiamento dá origem ao óleo vegetal utilizado na produção de biodiesel – combustível de baixo impacto ambiental que alimenta as usinas termelétricas para geração de energia nos sistemas isolados.

“A BBF foi fundada em 2008 por acionistas individuais que compartilhavam um sonho: mudar a matriz energética dos sistemas isolados no Norte do Brasil, criando empregos, gerando renda e reduzindo o custo da energia elétrica para a população a partir de uma matriz sustentável, substituindo o uso de óleo diesel por biodiesel nas termelétricas da região a partir de fontes renováveis, como o óleo vegetal e biomassa”, destaca a empresa.

A nova termoelétrica pretende é substituir o diesel que alimenta a geração de energia elétrica nos sistemas isolados por um combustível renovável, produzido em áreas degradadas próximas ao local de consumo, gerando desenvolvimento humano e energia mais barata para a região.

Do ponto de vista socioambiental, o cultivo da palma e a utilização de biocombustível e biomassa contribui para a melhoria da vida no campo e desempenha papel importante na redução do desmatamento e na recuperação de áreas degradadas.

 

Ambientalistas temem por aumento no desmatamento

 

Ambientalistas temem que os incentivos recentemente adotados pelo governo brasileiro para o uso de energia renovável impulsionem o desmatamento na Amazônia. Segundo, afirmam a expansão do dendê não está ocorrendo apenas em áreas já degradadas, mas também em áreas de fronteira de desmatamento.

O programa RenovaBio 2017, implementado em 2020 e formalizado como Política Nacional de Biocombustíveis do Brasil, revitalizou a produção de biodiesel à base de óleo de palma. O uso de óleo de palma como matéria-prima para biodiesel aumentou continuamente nos últimos anos, de 0,8 por cento em 2017 para 2,6 por cento em 2020.

Pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) estimam que o estado de Roraima tenha cerca de 700 mil hectares de terra já degradados ou desmatados que podem ser usados para plantar palma.

Deixe um comentário